7 de fev. de 2019

Diretoria promove primeira reunião do ano

Membros da diretoria do Comitê da Bacia do Rio Urussanga se reuniram pela primeira vez após a posse dos novos membros, em dezembro de 2018. O encontro ocorreu na sede do órgão colegiado, em Urussanga, na manhã do dia 6 de fevereiro, com o intuito de dar encaminhamentos as primeiras ações do ano. Participaram da reunião a coordenadora da entidade executiva AGUAR, Cenilda Mazzucco, e a técnica de recursos hídricos da AGUAR para o Comitê Urussanga, Rose Adami, além da presidente do Comitê, Carla Possamai Della e integrantes da executiva.

As discussões foram entorno das atribuições dos cargos de presidente e vice-presidente, informações sobre a primeira capacitação direcionada a membros, cadastramento da Câmara Técnica de Assessoramento (CTA-CBH Urussanga), substituição de entidades membros e assentos vagos, acompanhamento do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Urussanga, pauta da próxima assembleia ordinária, participação dos membros em eventos relacionados aos recursos hídricos e informações sobre a participação na Audiência Pública para apresentação e discussão do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da Mina Rio América.

A próxima reunião da diretoria ocorrerá no dia 20 de abril. A primeira capacitação permanente dos membros do Comitê Urussanga será no dia 13 de março, mesma data da 1ª Assembleia Geral Ordinária, ainda com local e horário a definir.

Texto: Eliana Maccari - Jornalista MTB JP 04834 SC
Colaboração: Rose Maria Adami - Técnica em Recursos Hídricos da AGUAR para o Comitê da Bacia do Rio Urussanga


6 de fev. de 2019

Bandeira em defesa da água é proposta ao Poder Executivo

A gestão participativa é um dos pontos de atuação a ser intensificado no Comitê da Bacia do Rio Urussanga, no ano de 2019. Na terça-feira, dia 5, o prefeito de Urussanga, Luiz Gustavo Cancelier, recebeu em seu gabinete representantes e profissionais do órgão colegiado com objetivo de estabelecer futuras parcerias e fortalecer o conhecimento a respeito das competências da entidade. O gestor municipal representa a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) dentro do Comitê e assumiu, no final de 2018, a função de vice-presidente do órgão colegiado.
Participaram do encontro com o prefeito, a presidente do Comitê da Bacia do Rio Urussanga, Carla Possamai Della, a coordenadora da entidade executiva AGUAR, Cenilda Mazzucco, e a técnica em recursos hídricos, Rose Adami. Na oportunidade foram levantadas questões como as atribuições do órgão colegiado e a contribuição dos chefes do Poder Executivo à frente dos municípios da região.
Para Carla, o prefeito de Urussanga será o porta-voz em defesa da água e do meio ambiente junto aos prefeitos da AMREC, principalmente nos municípios de Urussanga, Cocal do Sul, Morro da Fumaça, Criciúma, Içara e Balneário Rincão, que estão inseridos na bacia, para implantar as ações aprovadas no Plano de Recursos Hídricos.
“É imprescindível a participação dos prefeitos na gestão de recursos hídricos junto ao Comitê. Observa-se o agravante da escassez de água com qualidade na maioria dos municípios da região carbonífera. Além disso, está em andamento o Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Urussanga que será um instrumento de planejamento muito importante para a definição dos usos. Por isso é essencial a participação dos prefeitos na discussão da elaboração do Plano e seus posicionamentos. O diagnóstico que foi levantado pela equipe técnica responsável pela elaboração do Plano e pelas contribuições nas audiências públicas servirá de base para elaboração de projetos e ações a curto, médio e longo prazo. Este assunto é de interesse comum dos municípios e cidadãos inseridos na bacia”, salientou a presidente do Comitê.
Cenilda Mazzucco enalteceu a finalidade da secretaria executiva AGUAR no apoio logístico, técnico e operacional aos Comitês dos rios Urussanga e Araranguá com recursos provenientes do Fundo Estadual de Recursos Hídricos. “A equipe assumiu os trabalhos em outubro de 2018 e agora está executando o plano de trabalho de cada Comitê retomando a mobilização, capacitação e fortalecimento do quadro de entidades membros".
As principais atividades que serão desenvolvidas pelo Comitê da Bacia do Rio Urussanga no decorrer deste ano foram apresentadas ao prefeito pela técnica em recursos hídricos, Rose Adami. O Comitê da Bacia do Rio Urussanga foi criado por Decreto Estadual em 2006 e é composto por 40 assentos, sendo 16 representantes de entidades da população da bacia, 16 representantes de usuários de água e 8 representantes de órgãos públicos estaduais.



COMPETÊNCIAS DO COMITÊ
Os Comitês de Bacias Hidrográficas são órgãos colegiados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos instituídos pela Lei 9.433/1997 que tomam decisões referentes aos usos da água no domínio da bacia, tanto na água superficial (nascentes, rios e lagos), como da água subterrânea (lençol freático).
A Lei Federal nº 9.433/1997 estabelece que compete ao Comitê de Bacias Hidrográficas articular a atuação das entidades componentes e promover debate referente aos recursos hídricos, arbitrar conflitos relacionados aos recursos hídricos, aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica, acompanhar a execução do PRHB e verificar o cumprimento das metas, propor ao CNRH e CERH captação e lançamento de pouca expressão, para efeito de isenção da obrigatoriedade de outorga de direito de uso da água, estabelecer mecanismos de cobrança pelo uso de recursos hídricos e sugerir os valores a serem cobrados, e estabelecer critérios e promover o rateio de custo das obras de uso múltiplo, de interesse comum ou coletivo.

3 de fev. de 2019

Escassez de água gera preocupação no período de veraneio

A demanda de consumo de água no verão aumenta consideravelmente em municípios com faixa litorânea inseridos na bacia do rio Urussanga. A situação gera preocupação e o alerta é feito à população pelo Comitê da Bacia do Rio Urussanga, órgão colegiado que toma as decisões referentes aos usos da água no domínio deste território.
De acordo com dados de empresas de saneamento das cidades de Balneário Rincão e Jaguaruna, o aumento no consumo de recursos hídricos durante esta temporada varia de 100% a 300%. O comparativo é feito entre os períodos de baixa e alta temporada. Segundo o Samae de Balneário Rincão, a água é utilizada em dobro e inclusive já registra uma baixa no nível da lagoa de captação.
“No inverno temos registros de 80 a 100 litros por segundo. Já no verão sobre de 180 a 200 litros por segundo. Algumas vezes temos que manter todas as bombas ligadas 24 horas. Fazemos uso da água da Lagoa do Faxinal para a Estação de Tratamento de Água. Desde dezembro já baixou 25 centímetros esta lagoa de extensa área, o que mostra grande quantia de água consumida. Devemos lembrar que dependemos de água para viver e por isso é fundamental usar com consciência”, salienta o engenheiro químico do Samae de Balneário Rincão, Jean Paulo Zappelini.
O profissional orienta para atitudes voltadas ao uso racional. “Ações como utilizar de forma breve o chuveirão na beira mar, não lavar os carros com frequência, usar por mais tempo a água de piscinas, não lavar calçadas e regular o tempo de banho podem contribuir para minimizar o consumo. Estes gestos irão resultar em ganhos no abastecimento constante”, frisa.

AUMENTO EM JAGUARUNA É DE 300%
Em Jaguaruna, a empresa Águas de Jaguaruna utiliza as águas da Lagoa do Arroio Corrente como fonte de abastecimento de água bruta. A captação está localizada às margens das Dunas. A empresa também realiza o mesmo processo na Lagoa do Balneário Esplanada.
Por se tratar de balneários, o consumo é basicamente para residências. No inverno, a média diária é em torno de 8 m³ por hora. Mas no verão, a média chega a 32 m³ por hora. “Durante a temporada o aumento no consumo chega a 300%. Uma das maiores preocupações em um sistema de abastecimento de água é o manancial que fornece a água bruta para o tratamento e posterior distribuição. Em Jaguaruna captamos água da lagoa, que nos fornece uma água de ótima qualidade e suficiente para os períodos de maior consumo”, esclarece o químico responsável técnico pelo tratamento de água na empresa Águas de Jaguaruna, Rafael Macieski.
A Águas de Jaguaruna desenvolve projetos como “Fazendo a Limpa”, “Uma Vida Rega a Outra” e “Viva a Lagoa” que, de acordo com a empresa, são ações que visam proteger os mananciais e garantir água para as próximas gerações.

DICAS PARA EVITAR A ESCASSEZ
Preocupado com a conscientização dos cidadãos inseridos nestes municípios de faixa litorânea, o Comitê da Bacia do Rio Urussanga traz orientações, em parceria com as empresas de saneamento Samae de Balneário Rincão e Águas de Jaguaruna, a respeito de atitudes a fim do uso racional de recursos hídricos.

- Não lavar o carro com mangueira, mas quando houver necessidade abrir a torneira apenas quando for tirar a espuma;
- Fechar a torneira aos escovar os dentes;
- Substituir antigas válvulas de descarga na parede por caixas de descarga;
- Usar o chuveirão na beira mar de forma breve apenas para tirar o sal rapidamente, visto que a maioria das pessoas chega em casa e toma outro banho;
- Quando lavar a louça, ensaboar e posteriormente lavar tudo de uma vez;
- Não lavar calçadas;
- Investir num sistema de captação de água da chuva para uso em descarga de banheiros, limpeza de pátio e para regar plantas.


Texto: Eliana Maccari - Jornalista MTB JP 04834 SC
Colaboração: Rose Maria Adami - Técnica em Recursos Hídricos da AGUAR para o Comitê da Bacia do Rio Urussanga


1 de fev. de 2019

Cultura local: Pescadores dedicam dia para agradecimento às águas

A pesca artesanal é uma atividade econômica reconhecida em Santa Catarina também como um patrimônio cultural. Na região sul do Estado, a associação Colônia de Pescadores Z-33 mantém esta tradição nos municípios de Balneário Rincão e Jaguaruna. Por este motivo, a entidade integra o Comitê da Bacia do Rio Urussanga e participa das deliberações a respeito da gestão de recursos hídricos. Um exemplo de identidade territorial com os ecossistemas aquático e marinho.

O dia 2 de fevereiro é uma das datas representativas para a classe por enaltecer Nossa Senhora dos Navegantes e Iemanjá, conhecidas como rainhas dos mares. Nesta época, pescadores levam oferendas dentro do barco até alto mar em forma de devoção. Em Balneário Rincão, a igreja na área central irá acolher os pescadores para fortalecer a fé em momentos de agradecimento e orações voltados à padroeira, já que a classe diariamente enfrenta dificuldades na captura de pescado e na valorização da profissão.

A água é lugar de passagem e ponto de navegação e deslocamento. Carlos Diegues, no livro “A imagem das águas”, destaca que no universo da pesca também existe a evidência de significados simbólicos como o fato de ser fonte de saúde e cura dos males do corpo. A ideia é associada aos duelos que o pescador enfrenta com o mar, sendo ao mesmo tempo fonte de criação e destruição.

A obra também apresenta os significados múltiplos deste recurso hídrico em aspectos materiais e imaginários. Além de objeto de contemplação, a água é utilizada em cerimoniais sagrados e mitológicos, práticas agrícolas, cultivo de plantas e flores, fecundação da terra e campo científico.

COLÔNIA Z-33
A Colônia de Pescadores Z-33 é composta por sete comunidades pesqueiras, chamadas de capatazias: Balneário Rincão, Balneário Barra Velha, Lagoa dos Freitas, Lagoa dos Esteves, Pedreiras, Balneário Torneiro e Balneário Esplanada. Estas comunidades pesqueiras artesanais estão localizadas no entorno de áreas urbanizadas dos municípios de Balneário Rincão e Jaguaruna, margeando as lagoas e os balneários e também em áreas mais afastadas do litoral.

De acordo com a presidência da associação, a Colônia de Pescadores Z-33 possui mais de dois mil associados. A pesca artesanal desenvolvida pelos pescadores é praticada de forma autônoma ou em regime de economia familiar, com meios de produção próprios ou mediante contrato de parceria, utilizando métodos simples de captura e pouca capacidade de armazenagem do pescado capturado.

A frota pesqueira da Colônia Z-33 possui mais de dez embarcações de pequeno porte e botes infláveis. Os pescadores praticam a captura do pescado basicamente no mar, utilizando como modalidades de pesca, canoas, redes de arrasto, de corrico, de pandorga, de calão, tarrafas e espinhéis.

Um diagnóstico trouxe alguns indicadores confiáveis e válidos da qualidade da água e dos sedimentos da bacia do rio Urussanga, que vão repercutir na quantidade e qualidade da unidade do recurso, ou seja, o pescado. Diante da contaminação da água do rio Urussanga, os dados contribuem para o reconhecimento da escassez do pescado tanto no rio, quanto em algumas lagoas.


Texto: Eliana Maccari - Jornalista MTB JP 04834 SC
Colaboração: Rose Maria Adami - Técnica em Recursos Hídricos da AGUAR para o Comitê da Bacia do Rio Urussanga



31 de jan. de 2019

Qualidade de água dos rios Urussanga e Araranguá será monitorada pelo Governo de Santa Catarina

Acompanhar, conservar e recuperar são ações fundamentais para a efetiva gestão de recursos hídricos. Para garantir êxito neste caminho, os rios de Santa Catarina irão contar com um monitoramento da qualidade de água, a partir de fevereiro. A ação será realizada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo.

O projeto piloto terá como base as diretrizes do Programa de Estímulo à Divulgação de Dados de Qualidade de Água (QUALIÁGUA), uma iniciativa da Agência Nacional de Águas (ANA). A execução será feita ao longo de cinco anos pelo laboratório LABB. Na primeira etapa, 40 pontos serão monitorados em nove unidades no Litoral de Santa Catarina, entre eles os rios Urussanga e Araranguá, na região Sul.

Os ciclos de medições serão realizados quatro vezes ao ano em cada ponto e o laboratório LABB fará as ações de coleta e análise. Os dados serão entregues à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo, que irá preparar o histórico de cada um dos rios para avaliar as mudanças e o cenário de qualidade. O trabalho garantirá um maior controle da qualidade dos rios de Santa Catarina.

Conforme o diretor de recursos hídricos da SDS, Bruno Henrique Beilfuss, a metodologia foi definida em conjunto e agora estão sendo elencados os pontos de monitoramento. “Com a entrega do Plano Estadual de Recursos Hídricos de Santa Catarina em 2018, percebemos que o principal entrave ligado à água é a qualidade. Há muito a evoluir e melhorar neste setor, seja na parte de saneamento ou rural. Este projeto piloto deverá contribuir para as ações dos Planos nas bacias hidrográficas e em outras questões, como outorga, avaliação de disponibilidade hídrica e avaliação de carga de cada um dos rios”, explica.

É a primeira vez que o Estado faz este levantamento de forma sistemática. “Esperamos manter este monitoramento de modo permanente, assim como já ocorre na parte de balneabilidade há 30 anos”, completa Beilfuss.

SUL COM O PIOR CENÁRIO DE SC
Em 2018, a conclusão do Plano Estadual de Recursos Hídricos levantou um alerta para a região Sul, que abrange 29 municípios das Bacias Hidrográficas dos Rios Araranguá e Urussanga. A água disponível está em situação péssima, tanto em qualidade quanto em quantidade, sendo considerada a mais crítica de toda Santa Catarina.

“O Plano Estadual inclusive estabeleceu como meta, para a região, reduzir em 28% a demanda total de água até 2027. Por isso, este monitoramento é de extrema importância, uma vez que vai mostrar os locais com qualidade ainda preservada e também a parte contaminada”, ressalta a presidente do Comitê da Bacia do Rio Urussanga, Carla Possamai Della.

Para a presidente, a iniciativa vai ao encontro com uma necessidade sentida nos Comitês, de acompanhamento da qualidade dos rios. “Precisamos conhecer essa realidade, para termos mais eficiente na gestão de recursos hídricos. Esse trabalho de acompanhamento nos possibilitará planejar ações para conservar e recuperar os rios, para garantias de melhoras no futuro”, frisa Carla.

Já para o Comitê da Bacia do Rio Araranguá, o presidente Luiz Leme destaca que esse acompanhamento será muito importante para toda a região. "Uma vez que a instalação dessas estações vai subsidiar um monitoramento que ampliará a quantidade de informações referentes à qualidade da água dos rios, auxiliando, consequentemente, no processo de gestão e preservação das águas do Sul catarinense", salienta.

Além disso, de acordo com a assessora técnica do Comitê Araranguá, engenheira ambiental Michele Pereira da Silva, esses dados, somados aos já existentes do Grupo Técnico de Assessoramento do Carvão, poderão subsidiar no futuro o enquadramento dos corpos d'água. “O fato será um importante instrumento para o processo de gestão de recursos hídricos, reconhecido por lei federal”, pontua.

O investimento do Governo de Santa Catarina neste projeto piloto é de R$ 60 mil ao ano, totalizando R$ 300 mil no convênio de cinco anos. Os relatórios serão publicados no Portal da Qualidade das Águas gerenciado pela ANA e no site: www.aguas.sc.gov.br

RIOS QUE SERÃO MONITORADOS
Além dos rios Urussanga e Araranguá estão inseridos na lista de monitoramento da primeira etapa do projeto os rios Tubarão, Braço do Norte, Capivari, Mãe Luzia, Cubatão, Itajaí do Sul, Tijucas, Itajaí do Oeste, Itajaí Mirim, Itajaí do Norte/Hercílio, Itajaí-Açu, Benedito, Itapocu, Paraí, Piraí, Putanga, Manoel Alves, Batateira, Itajaí do Oeste, Garcia, Ribeirão Neisse, Itajaí do Sul, Três Riachos, Pequeno Canoas, Cubatão (Norte), Cubatão, Aragatingauba, Paulo Lopes, D’uma e Camboriú.


Texto: Eliana Maccari - Jornalista MTB JP 04834 SC
Colaboração: jornalista Francine Ferreira - Comitê da Bacia do Rio Araranguá


28 de jan. de 2019

Verão: Uso consciente da água garante recurso para todos

Com o sol e as altas temperaturas, a água torna-se um dos elementos mais requisitados e consumidos durante o verão. Por isso, o alerta é para o uso consciente deste bem natural, a fim de assegurar água em qualidade e quantidade para todos, uma das premissas do trabalho do Comitê da Bacia do Rio Urussanga.

Ser participativo e contribuir neste sentido são formas de utilizar os recursos hídricos de modo racional. Para a gerente de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos, vinculada a Diretoria de Operação e Meio Ambiente da CASAN, Patrice Juliana Barzan é fundamental conhecer o lugar onde moramos e o equilíbrio do ecossistema.

“De onde vem a água que nos abastece? Para onde vai nosso esgoto? O que acontece com os resíduos (lixo)? Saber se tem algum rio, córrego, nascente no nosso bairro e a importância destes elementos no equilíbrio ou desequilíbrio do nosso ambiente. O consumo consciente não acontece apenas dentro da nossa casa ao minimizar o desperdício de água nas nossas atividades diárias. Tudo começa quando nos reconhecemos como parte ativa e positiva em todas as atividades que nos rodeiam”, salienta.

Atualmente a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN) está presente em 192 municípios de Santa Catarina, e em dois dos maiores municípios, com relação a números de habitantes, Criciúma e Içara, da bacia do rio Urussanga. Um comparativo entre o verão de 2017 e o de 2018 com o inverno de 2018 mostra um aumento de consumo no verão equivalente a 12% nos sistemas operados pela CASAN.

Observar os hábitos e promover mudanças também contribuem para o uso consciente. “É importante participar das campanhas de reciclagem, observar nossos hábitos de geração de resíduos e utilização da água, a fim de minimizar a geração e utilização destes recursos, zelando pela limpeza das ruas e áreas comuns da comunidade e principalmente pela proteção de rios e nascentes. Além disso, dentro de nossas residências e locais de trabalho, devemos utilizar a água de forma racional, nas atividades de higiene pessoal, serviços de limpeza e de produção industrial”, pontua.

Os consumidores de água ajudam a preservar este recurso natural quando compreendem a importância dos cuidados com o meio ambiente. Desta forma, os consumidores tornam-se multiplicadores de bons hábitos e informações.

Texto: Eliana Maccari - Jornalista MTB JP 04834 SC
Colaboração: Rose Maria Adami - Técnica em Recursos Hídricos da AGUAR para o Comitê da Bacia do Rio Urussanga


18 de jan. de 2019

Cirsures contribui para a gestão de recursos hídricos

O Comitê da Bacia do Rio Urussanga é um órgão colegiado formado por quarenta entidades e entre elas está o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos da Região Sul (Cirsures). Desde o início da sua operação, há 15 anos, o Cirsures contribui também na área de gestão de recursos hídricos.

Além de ser entidade membro e ter atuado e colaborado nas ações desenvolvidas pela diretoria e câmara técnica, o Cirsures realiza um trabalho paralelo ao do Comitê ao cuidar da gestão de resíduos sólidos urbanos dos municípios.

Nestes 15 anos, o aterro sanitário do Cirsures já recebeu aproximadamente 262 mil toneladas de resíduos. Oito mil toneladas de resíduos foram recicladas e encaminhadas para uma cooperativa de reciclagem. Além disso, o consórcio tratou 200 milhões de litros de chorume que foram lançados em corpos receptores dentro dos parâmetros exigidos pela lei ambiental.

Na última semana, o vice-presidente do Comitê da Bacia do Rio Urussanga e prefeito de Urussanga, Luis Gustavo Cancelier assumiu a presidência do Cirsures. As próximas ações do consórcio são a construção de um novo aterro sanitário, a busca por novas tecnologias para o tratamento de resíduos sólidos e a ampliação da coleta seletiva e da atuação na área de educação ambiental.

Com sua sede em Urussanga, o Cirsures tem como integrantes do consórcio, sete prefeituras da Região Carbonífera: Cocal do Sul, Lauro Müller, Morro da Fumaça, Urussanga, Orleans, Siderópolis e Treviso. Dar o destino correto aos resíduos sólidos dos municípios é o principal objetivo do consórcio.