18 de nov. de 2014

Edital de abertura - Manifestação de interesse de entidades


Edital de convocação - Assembleia Geral Ordinária


Saídas a campo apresentam Rio Urussanga a estudantes do IFSC e da rede municipal de Cocal do Sul

Os recursos hídricos e as edificações em seu entorno foram os temas de saídas a campo promovidas pelo Comitê da Bacia do Rio Urussanga nesta segunda-feira, dia 17, com a participação de estudantes do ensino médio do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), campus Criciúma, e alunos do ensino fundamental da rede municipal de Cocal do Sul. Mais de 80 estudantes do curso Técnico de Edificações do IFSC visitaram a bacia nesta segunda-feira e no dia 3 de novembro com o intuito de ampliar e aprimorar o conhecimento a cerca das questões que envolvem os recursos hídricos nas disciplinas de biologia, geografia e desenho técnico.

O geógrafo Rosemar De Nez orientou os alunos durante o trajeto entre a nascente e a foz do Rio Urussanga, apresentando o ecossistema e as construções no vale do Rio Maior. “Foi gratificante participar desta saída a campo. Assim como os estudantes aprendi e entrei em contato com a realidade da nossa região. Este tipo de visita técnica orientada faz com que vivamos esse problema da poluição, as edificações e a paisagem”, frisou a arquiteta urbanista e coordenadora do curso Técnico de Edificações do IFSC, Giovana Leticia Schindler Milaneze. Para o aluno Rafael Ghilarde Silva, de 18 anos, de Içara, o passeio mostrou os impactos ambientais causados por atividades econômicas. “Aprendi que tudo que fizermos como profissionais nos próximos anos terão impactos ambientais, por isso devemos nos preocupar em realizar ações que não prejudiquem o meio ambiente”, ressaltou.

Estudantes do 5º ano das escolas Cristo Rei e José Peruchi, de Cocal do Sul, também percorreram a bacia do Rio Urussanga sob a orientação da bióloga Marília Biz. Ao longo do percurso, os alunos observaram áreas preservadas e degradadas e despertaram uma consciência ecológica. "Essa saída é muito interessante. As crianças olham encantadas para o ecossistema e desenvolvem consciência, respeito e reflexão sobre os recursos hídricos", pontuou a secretária de Educação de Cocal do Sul, Raquel Quarezemin.




14 de nov. de 2014

Importância dos recursos hídricos foi discutida no Legislativo Criciumense

“A segurança hídrica é algo fundamental, que nós não temos. Não podemos esperar que algo ocorra para tomarmos atitude. Que não deixamos ocorrer com o que está acontecendo em São Paulo e que nossa reserva técnica se acabe. Sem água não há vida”. A reflexão foi levada na noite do dia 10 de novembro pelo presidente de Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga e coordenador do Fórum Catarinense de Comitês de Bacias Hidrográficas, também professor da Unesc, Zeca Virtuoso. Ele falou sobre “Desenvolvimento e Segurança Hídrica”, e veio ao Legislativo por solicitação da vereadora Camila Nascimento (PSD). Virtuoso usou o espaço destinado ao Horário Político.

“A temática é muito importante. Todos estão acompanhando a problemática de São Paulo, mas tratamos o problema como se não fosse nosso. Preocupa-me muito em relação à Santa Catarina, e o comitê é o caminho para direcionar para que a gestão da água seja efetiva. O comitê discute no coletivo, e o seu papel, é diminuir ou minimizar os conflitos. Se não tiver administração e gerenciamento, podemos ter colapso no abastecimento de água. Hoje em dia a disponibilidade dos recursos hídricos está limitada. São Paulo nos traz condição de alerta extremo”, disse Virtuoso.

Ele salientou ainda que a articulação do Comitê ocorre nos 10 municípios da bacia, incluindo Balneário Rincão. “Devemos pensar num plano de bacia que estamos esperando para esse ano. O comitê de Urussanga foi criado em 2006 e estamos esperando esse plano. Que tenhamos prudência para termos segurança hídrica. A falta de água prejudica a população. A questão do planejamento é fundamental e deve haver”, ressaltou, afirmando ainda que a cidade de Treviso, talvez em 10 anos, fique sem água, em virtude do desmatamento da mata ciliar.

“As nossas nascentes precisam ser preservadas. Criciúma como cidade polo, deve fazer à frente a mobilização de participação porque, na verdade, não temos ainda efetivação dos comitês por conta da participação mais ativa e consciente do que é o papel dos comitês, e a importância de fazer gestão”, finalizou.

Texto e imagem: Daniela Savi - Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores de Criciúma


11 de nov. de 2014

Ipat apresenta projeto de melhoramento da calha do Rio Urussanga

O Instituto de Pesquisas Ambientais Tecnológicas (Ipat) da Unesc apresentou, na tarde de segunda-feira, dia 10, o projeto de melhoramento da calha do Rio Urussanga à Câmara Técnica do Comitê de Gerenciamento da Bacia. A iniciativa teve como objetivo subsidiar os seus membros para que o órgão possa se posicionar em relação a proposta, anteriormente chamada de Projeto de Desassoreamento e alterada por sugestão da Defesa Civil Estadual.  

Segundo os profissionais da Unesc, o projeto visa minimizar os problemas das enchentes que ocorrem nos municípios que integram a bacia. Informações repassadas pelos técnicos mostraram o aprofundamento e alargamento da calha do rio como ações do processo. Nas próximas semanas, a Câmara Técnica deverá se reunir para aprofundar a discussão e tomar um posicionamento sobre o tema, que compreende um problema complexo.

A remoção dos materiais responsáveis pelo assoreamento da calha do rio é apenas uma etapa de um processo maior, que deveria prever também a recuperação de áreas degradadas ao longo do rio. A mobilização em torno do desassoreamento do curso d’água foi o passo inicial que culminou com a criação do Comitê do Rio Urussanga.



Integrantes da Câmara Técnica do Comitê da Bacia do Rio Urussanga

28 de out. de 2014

Representantes do Comitê Rio Urussanga participam de curso em Florianópolis

O projeto “Água: Conhecimento para Gestão”, uma parceria entre Agência Nacional de Águas (ANA), Fundação Parque Tecnológico Itaipu, com apoio da Itaipu Binacional, oferece 36 cursos de capacitação complementar na área de gestão de recursos hídricos. Nesta terça-feira, dia 28, teve início o curso “Gestão de recursos hídricos: metodologias de participação social”, em Florianópolis. Os representantes do Comitê da Bacia do Rio Urussanga, José Carlos Virtuoso, presidente do Comitê, Cenilda Mazzucco, consultora do Programa SC Rural, e Rose Maria Adami, coordenadora de educação ambiental, participam da capacitação. O curso conta com o apoio técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, por meio da Diretoria de Recursos Hídricos, e se estende até quinta-feira, dia 30. Com a carga horária de 40 horas, o principal objetivo da capacitação é promover a mobilização a partir da participação social na gestão de recursos hídricos. 

De acordo com Luís Gustavo Miranda Mello, especialista em recursos hídricos da ANA e membro do grupo técnico do curso, a capacitação foi pensada para qualificar e ampliar a participação dos atores atuantes na gestão de recursos hídricos. “A proposta é trabalhar conhecimentos, habilidades e atitudes para estimular a mobilização e articulação, a construção coletiva de conhecimentos, a mediação de conflitos e o planejamento participativo. Existe uma grande demanda para se desenvolver esse tipo de competência entre as instituições do SINGREH (Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos)”. Luís destacou, também, que a necessidade desta capacitação é tanto no sentido de sistematizar e divulgar as experiências de sucesso na gestão da água, como também de integrar experiências de outros setores que atuam de forma participativa na gestão de recursos naturais e mediação de conflitos.

De acordo com o Diretor de Recursos Hídricos de Santa Catarina, Edison Pereira de Lima, o curso será de suma importância para fortalecer a participação social no gerenciamento de conflitos e nas tomadas de decisões relativas às bacias hidrográficas pelos comitês. Para a  Secretária do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Lucia Dellagnelo, esse curso vem somar às ações já desenvolvidas pelo Estado no que diz respeito ao fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas. “A lei que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos sugere que a gestão destes seja descentralizada e participativa, onde e que todos tenham uma parcela de responsabilidade na preservação e no uso racional da água: “o usuário, o poder público e os diversos segmentos da sociedade civil”, frisou.

Assessoria do Comitê da Bacia do Rio Urussanga

Colaboração: Uiara Sousa Zilli - Jornalista
Consultora Banco Mundial para o Programa SC Rural
Equipe de Fortalecimento dos Comitês - DRHI/SDS


Rio Urussanga é apresentado a alunos de Treze de Maio

“Foi incrível conhecer a beleza da área preservada na bacia do Rio Urussanga. Mas, infelizmente, fiquei assustada com uma boa parte do rio assim tão poluída”, disse impressionada a estudante Vitória Rodrigues Rezin, de 11 anos, durante uma saída a campo promovida pelo Comitê da Bacia do Rio Urussanga nesta segunda-feira, dia 27.

Por meio do projeto “Minha escola, meu rio”, alunos do 4º e 5º ano da escola João Sartor, de Treze de Maio, conheceram o trajeto entre a nascente e a foz do Rio Urussanga, observando o ecossistema através da orientação do geógrafo Rosemar De Nez e da bióloga Marília Biz e de um mapa ilustrativo da bacia. “Vocês conhecem alguma atividade econômica que não utilize água? Por isso é necessário pensar na forma correta de realizar as nossas ações visando à preservação dos recursos hídricos”, afirmou o geógrafo.

O conceito de bacia hidrográfica é um dos conteúdos aplicado em sala de aula. “A saída a campo foi excelente, pois reforçou o que os nossos alunos estão aprendendo na escola. No passeio percebemos a diferença nítida entre as áreas preservadas e degradadas e este ponto é importantíssimo, visto que nossa escola está localizada próxima ao Rio Urussanga e os estudantes convivem diariamente com esta realidade”, frisou a professora Edia Morona Burato.

A aluna Vitória Rodrigues Rezin pretende repassar aos amigos os ensinamentos adquiridos durante a saída a campo. “Aprendi várias coisas que sei que vou usar em minha vida. Não sabia que a economia afetava os rios. Vou passar estas informações para que as pessoas possam cuidar mais do meio ambiente. Também vou mudar minhas atitudes”, ressaltou.